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sábado, 7 de abril de 2018

"Nova" dimensão

Recordo, com alguma nostalgia do meu tempo de aluno, a utilização dos acetatos, através dos retroprojetores. Não invejo, de facto, a prática docente desse tempo (nesta temática), porque um bom acetato educativo, predisponha naturalmente de muita criatividade, mas também de persistência e de muita paciência. Imagino as vezes que seria necessário apagar ou retocar a informação, de forma a reproduzir o que se desejaria.
Os tempos continuam a mudar e a forma como a tecnologia é utilizada também. Outrora, na transformação e desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem tradicional ou na transmissão do conhecimento, acredito vivamente que caminhamos para uma nova dimensão.
A minha prática letiva está diretamente relacionada com as TIC. E ao longo dos últimos anos, as transformações massivas da sociedade requerem (e até exigem) um cidadão com competências digitais que, de certa forma influenciarão a sua vida profissional e pessoal. Não apenas para estarem preparados para o futuro, mas também para que consigam "desenhar" um futuro melhor.
São mudanças que não se pretendem radicais, mas que sejam devidamente enquadradas, adaptadas, contextualizadas e até faseadas no tempo. Muito dessas situações fazem parte já da escola, como por exemplo, a resolução de problemas, o trabalho em equipa, a criatividade, a colaboração, entre outras, mas agora na utilização da tecnologia.
As possibilidades serão muitas. E fruto de todo essa conjugação, poderão surgir novas ideias e projetos, utilizando os conteúdos escolares ou outros também do interesse dos alunos. Criar/recriar é uma das novas dimensões, pelo que será importante fomentar o processo criativo dos espaços educativos.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Leituras Computacionais

Neste era conectável, podemos encontrar diversos recursos que poderão ser utilizados e adaptados, naturalmente de acordo com o nosso contexto educativo e profissional. No âmbito das Ciências da Computação, para além de estratégias educacionais online e até com o recurso à robótica educacional, existe um interesse inegável na produção de literatura sobre a temática, quer sobre experiências pessoais/profissionais e até sugestões inovadoras.
Nesta perspetiva, gostaria de partilhar-vos dois livros que tem servido de suporte ao aprofundamento e reflexão, bem como à recriação de atividades, em prol dos professores e dos respetivos alunos.

Hello Ruby: Adventures in Coding

Hello Ruby - Adventures in Coding. A criatividade está bem patente neste livro de Linda Liukas. Este projeta os conceitos da programação, através de uma história lúdica e contextualizando diversas atividades que fomentam a aplicabilidade desses mesmos conceitos. As crianças têm a oportunidade de criarem recursos que privilegiam o trabalho colaborativo e a própria imaginação. Para já não existe ainda versão em português. Por acaso já procurei o contacto com algumas editoras, mas até ao momento não recebi qualquer resposta "positiva".

Resultado de imagem para Code Breaker brian

Code Breaker. A experiência educativa de quem trabalha no terreno. Brian Aspinall fala sobre os novos desafios do currículo. Procura demonstrar todo o propósito das Ciências da Computação (Pensamento Computacional, Programação, ...) no enquadramento com as diferentes áreas disciplinares. Disponibiliza diversos exemplos práticos do qual é possível a qualquer professor explorar todos estes conceitos, de forma a recriar a prática pedagógica, em prol do futuro dos alunos.

domingo, 22 de outubro de 2017

As Ciências da Computação no contexto educativo (parte II)

A abordagem às Ciências da Computação nos contextos educativos está ainda longe da sua plenitude, no entanto, são cada vez mais os diversos e diferentes exemplos. Quer pela própria iniciativa das escolas, mas também através do suporte de outras entidades (como por exemplo, o Gabinete de Modernização das Tecnologias, da Região Autónoma da Madeira), esta temática começa a ganhar forma.
A forma como vejo esta temática é numa dinâmica transversal, e a minha opinião vale o que vale, no entanto, é fundamental que se dê algum tempo efetivo para a inclusão e integração das Ciências da Computação nos contextos educativos. Todos os espaços escolares têm as suas formas e estruturas de trabalho (por exemplo, na Região Autónoma da Madeira, ao nível do 1.º Ciclo do Ensino Básico, existe a Atividade de Enriquecimento Curricular TIC), pelo que seja fundamental o respetivo ajustamento e enquadramento.
De acordo com literatura recente, o desenvolvimento de atividades ou de momentos relacionados com as Ciências da Computação é considerado um "novo" virar de página, isto é, “pode contribuir, de maneira interdisciplinar, na busca de soluções de problemas diversos, através da disseminação do chamado pensamento computacional” (França, Silva & Amaral, 2013:282). 
E é neste ponto, o desenvolvimento do pensamento computacional, que também se perspetiva a inclusão das Ciências da Computação no contexto educativo. Deste modo, tenho verificado uma aposta internacional/nacional na criação de conteúdos ou de ferramentas, por parte de empresas e de comunidades educativas, com o intuito de ajudarem os profissionais da educação.
Contudo, compreendo perfeitamente o receio de algumas pessoas nesta abordagem educativa, quer seja por falta de conhecimentos ou por falta da própria tecnologia. No entanto, existem outras tantas formas de conseguirmos "trabalhar" o pensamento computacional nas escolas, sem qualquer tipo de referência tecnológica. E, em alguns casos, a simplicidade das atividades são o verdadeiro motor de arranque que tantos anseiam.
Deixo aqui algumas sugestões, nomeadamente no desenvolvimento de atividades sem a tecnologia. Importa referir que muito dos materiais não estão disponíveis na língua portuguesa:
- Teaching London Computing 
- Computer Science Unplugged
Ensinando Ciência da Computação sem o uso do computador


https://www.tcea.org/blog/wp-content/uploads/2015/11/computational-thinking.png


França, R. S., Silva, W. C., Amaral, H. J. C. (2013). Despertando o interesse pela Ciência da Computação: Práticas na Educação Básica. Disponível em: http://www.academia.edu/2650713/Despertando_o_Interesse_pela_Ci%C3%AAncia_da_Computa%C3%A7%C3%A3o_Pr%C3%A1ticas_na_Educa%C3%A7%C3%A3o_B%C3%A1sica. Acedido em outubro de 2017.

sábado, 7 de outubro de 2017

As Ciências da Computação no contexto educativo (parte I)

As Ciências da Computação na sua aproximação e no enquadramento com os contextos educativos, pretendem ser também um suporte ao desenvolvimento do pensamento computacional e do raciocínio lógico. Quer com (ou sem) tecnologia, as atividades que sejam realizadas e dinamizadas, estas poderão desenvolver a capacidade das crianças em resolver problemas (associados ou não à tecnologia).
Eu refiro o "poderão" porque nem sempre conseguimos atingir os nossos objetivos, em virtude de diferentes e inúmeros percalços que acontecem. Contudo, para o desenvolvimento destes momentos, tais como tantos outros, importa definir o caminho e enquadrar devidamente de acordo com o respetivo contexto. Quantidade não é sinónimo de qualidade, pelo que é importante optar pelo simples, mas que funcione efetivamente.
Todo este propósito em desenvolver a capacidade das crianças para resolverem problemas (trabalho em equipa, cooperação,...) já não é de agora. No geral dos espaços escolares, é algo que se procurou fomentar no passado e no presente. Aquilo que mudou, de certa forma, são as estratégias para que possamos ir ao encontro desse mesmo desenvolvimento.
Desta forma, as Ciências da Computação, no âmbito do desenvolvimento do pensamento computacional, não é só uma estratégia para o melhorar a capacidade de resolução de problemas, mas também para compreender como as tecnologias funcionam (programação, algoritmo) e preparar os alunos para uma sociedade futuramente (caoticamente) tecnológica.
Os primeiros passos já foram dados. Mais serão precisos. Elas têm espaço e a criatividade do professor será uma das melhoras formas para a sua integração.

http://tecnologiadoomega.blogspot.pt/2014/08/



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Hello Ruby - Desenvolver o Pensamento Computacional

As Ciências da Computação continuam a "conquistar" alguns espaços educativos. Quer em Portugal, como no resto do mundo, são cada vez mais os exemplos práticos desta interessante integração. Através da tecnologia ou mesmo sem a tecnologia, as Ciências da Computação tendem a ser exploradas, desenvolvendo-se também o próprio Pensamento Computacional das crianças.
De facto, podemos encontrar no mundo digital inúmeros recursos prontos para serem utilizados, contudo, é sempre importante o respetivo enquadramento e adaptação. Numa das recentes pesquisas/interações, comprei o livro Hello Ruby, da escritora finlandesa Linda Liukas. Uma verdadeira surpresa e aconselho desde já a compra.
Hello Ruby procura explorar os conceitos sobre o pensamento computacional. Através de uma história, as crianças participam numa aventura com a personagem principal - a Ruby. Aqui têm a oportunidade de compreenderem como transformar grandes problemas em pequenos problemas, encontrar padrões, elaborar planos e pensar "fora da caixa".
O livro disponibiliza também um conjunto de atividades que podem ser exploradas e adaptadas pelos professores/pais. Algumas têm o suporte do respetivo sítio (impressão).
Um dos problemas efetivos é o facto de não haver versão (ainda) em português. Curiosamente já entrei em contacto com a escritora e a solução para já é procurar alguma editora que se interesse pelo livro. Já comecei a fazê-lo, mas até à data não foi possível encontrar interessados.