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domingo, 22 de outubro de 2017

As Ciências da Computação no contexto educativo (parte II)

A abordagem às Ciências da Computação nos contextos educativos está ainda longe da sua plenitude, no entanto, são cada vez mais os diversos e diferentes exemplos. Quer pela própria iniciativa das escolas, mas também através do suporte de outras entidades (como por exemplo, o Gabinete de Modernização das Tecnologias, da Região Autónoma da Madeira), esta temática começa a ganhar forma.
A forma como vejo esta temática é numa dinâmica transversal, e a minha opinião vale o que vale, no entanto, é fundamental que se dê algum tempo efetivo para a inclusão e integração das Ciências da Computação nos contextos educativos. Todos os espaços escolares têm as suas formas e estruturas de trabalho (por exemplo, na Região Autónoma da Madeira, ao nível do 1.º Ciclo do Ensino Básico, existe a Atividade de Enriquecimento Curricular TIC), pelo que seja fundamental o respetivo ajustamento e enquadramento.
De acordo com literatura recente, o desenvolvimento de atividades ou de momentos relacionados com as Ciências da Computação é considerado um "novo" virar de página, isto é, “pode contribuir, de maneira interdisciplinar, na busca de soluções de problemas diversos, através da disseminação do chamado pensamento computacional” (França, Silva & Amaral, 2013:282). 
E é neste ponto, o desenvolvimento do pensamento computacional, que também se perspetiva a inclusão das Ciências da Computação no contexto educativo. Deste modo, tenho verificado uma aposta internacional/nacional na criação de conteúdos ou de ferramentas, por parte de empresas e de comunidades educativas, com o intuito de ajudarem os profissionais da educação.
Contudo, compreendo perfeitamente o receio de algumas pessoas nesta abordagem educativa, quer seja por falta de conhecimentos ou por falta da própria tecnologia. No entanto, existem outras tantas formas de conseguirmos "trabalhar" o pensamento computacional nas escolas, sem qualquer tipo de referência tecnológica. E, em alguns casos, a simplicidade das atividades são o verdadeiro motor de arranque que tantos anseiam.
Deixo aqui algumas sugestões, nomeadamente no desenvolvimento de atividades sem a tecnologia. Importa referir que muito dos materiais não estão disponíveis na língua portuguesa:
- Teaching London Computing 
- Computer Science Unplugged
Ensinando Ciência da Computação sem o uso do computador


https://www.tcea.org/blog/wp-content/uploads/2015/11/computational-thinking.png


França, R. S., Silva, W. C., Amaral, H. J. C. (2013). Despertando o interesse pela Ciência da Computação: Práticas na Educação Básica. Disponível em: http://www.academia.edu/2650713/Despertando_o_Interesse_pela_Ci%C3%AAncia_da_Computa%C3%A7%C3%A3o_Pr%C3%A1ticas_na_Educa%C3%A7%C3%A3o_B%C3%A1sica. Acedido em outubro de 2017.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Primo

Ainda a propósito do empreendedorismo educativo, hoje falo-vos de Primo, um produto da empresa Solid Labs e que procura ensinar a lógica da programação aos mais novos, nomeadamente a crianças entre os 3 e os 7 anos. Neste espaço, já mostrei o meu ponto de vista sobre a importância dos nossos jovens alunos poderem experimentar e conhecer algumas noções sobre esta temática da programação. Ajuda-os a pensar, a refletir e a executar.
Apesar de apenas estar disponível em 2015, Primo tem de facto umas qualidades interessantes e sem dúvida que é uma ferramenta que se adequa aos nossos jovens alunos. Eles têm a oportunidade de aprender alguns conceitos básicos da computação, através de um robô, dando-lhe ordens específicas de movimento, com sequências e utilizando blocos coloridos. É também um produto muito fácil de utilizar, utilizando para tal símbolos universais (esquerda, direita e avançar). Como referi já referi, Primo só estará disponível no próximo ano e por encomenda, à volta dos 300€.