Naturalmente que essa aprendizagem estará associada a diversos quadrantes do contexto social, mas aquele que provavelmente é ainda o mais falado, poderá estar relacionado com o "aprender a ler e a escrever". Pessoas que não frequentaram os espaços educativos ou outras que pertencem a uma nova realidade social (como por exemplo, a emigração), podemos subentender que será o interesse e a necessidade (comunicação) que os moveu (e move) a esta tomada de decisão.
É um facto de que não posso concluir nada sobre a aquisição dessas competências linguísticas, contudo pelo que é observável a olho nu (como por exemplo, através de reportagens televisivas), alguns conseguem cumprir digamos os "serviços mínimos". E agora imaginemos, o processo para aprendere a programar? Nunca será tarde? Ou será também viável a aquisição dos "serviços mínimos"?
Apesar de ainda não ter chegado aos 40 anos (só em 2019), a especificidade da programação apenas comecei a explorar há uns 7 anos atrás. Ela está totalmente direcionada para a vertente educativa, nomeadamente com a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Atualmente, muito mais enquadrada com a temática das Ciências da Computação, é um dos desafios pessoais/profissionais ao qual tenho procurado desenvolver e implementar.
No entanto, aquilo que tenho observado e experienciado, a "nomenclatura" da programação é ainda muito reticente para alguns contextos educativos (mas objetivamente cada vez menos). E, de certa forma, eu até consigo compreender. Apesar de um maior interesse (e significativo), muitos profissionais da educação acabam por desistir ou não investirem mais tempo de experimentação. Começam por conhecer e experimentar, contudo, não pela sua complexidade (como por exemplo, através do "sistema" blocos ou através da robótica), mas talvez pela dificuldade em resolverem os problemas que resultam do seu desenvolvimento e experimentação, acabam por desistir ou até não ir mais além.
É claro que é muito precioso o termo "autodidata", mas também será importante mais e diferentes contextos de trabalho formativo, para melhorar essa aprendizagem e respetiva contextualização. No entanto, tal como eu por vezes sinto, aprender a programar não deveria ser assim tão tarde para nós professores, pelo que, e no enquadramento das Ciências da Computação, os alunos, desde cedo, deverão ter já essa oportunidade. E muitos, já detém esse privilégio.
Nunca é tarde para aprender a programar, no entanto, poderão existir condicionalismo, de acordo com o se pretenda fazer para além do básico (de acordo com este grupo de crianças). Toda a "logística" a que lhe está associada (e às Ciências da Computação), como por exemplo, o desenvolvimento do trabalho colaborativo, da criatividade, da persistência, do planeamento, da resolução de problemas, etc., são fundamentais para "facilitar" o caminho educativo e o desenvolvimento desta temática. No meu caso, por muito que eu possa querer criar um jogo, uma aplicação ou algo para lá do "normal", em prol da educação (e não obrigatoriamente) parece-me que já uma realidade muito difícil de alcançar. E porquê? Talvez porque já seja tarde.
"Dizem que nunca é tarde para aprender a programar. Contudo, não deixe para muito tarde."
No entanto, aquilo que tenho observado e experienciado, a "nomenclatura" da programação é ainda muito reticente para alguns contextos educativos (mas objetivamente cada vez menos). E, de certa forma, eu até consigo compreender. Apesar de um maior interesse (e significativo), muitos profissionais da educação acabam por desistir ou não investirem mais tempo de experimentação. Começam por conhecer e experimentar, contudo, não pela sua complexidade (como por exemplo, através do "sistema" blocos ou através da robótica), mas talvez pela dificuldade em resolverem os problemas que resultam do seu desenvolvimento e experimentação, acabam por desistir ou até não ir mais além.
É claro que é muito precioso o termo "autodidata", mas também será importante mais e diferentes contextos de trabalho formativo, para melhorar essa aprendizagem e respetiva contextualização. No entanto, tal como eu por vezes sinto, aprender a programar não deveria ser assim tão tarde para nós professores, pelo que, e no enquadramento das Ciências da Computação, os alunos, desde cedo, deverão ter já essa oportunidade. E muitos, já detém esse privilégio.
Nunca é tarde para aprender a programar, no entanto, poderão existir condicionalismo, de acordo com o se pretenda fazer para além do básico (de acordo com este grupo de crianças). Toda a "logística" a que lhe está associada (e às Ciências da Computação), como por exemplo, o desenvolvimento do trabalho colaborativo, da criatividade, da persistência, do planeamento, da resolução de problemas, etc., são fundamentais para "facilitar" o caminho educativo e o desenvolvimento desta temática. No meu caso, por muito que eu possa querer criar um jogo, uma aplicação ou algo para lá do "normal", em prol da educação (e não obrigatoriamente) parece-me que já uma realidade muito difícil de alcançar. E porquê? Talvez porque já seja tarde.
"Dizem que nunca é tarde para aprender a programar. Contudo, não deixe para muito tarde."


