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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Será que nunca é tarde para aprender a programar?

Desde que me lembro, a expressão "nunca é tarde para aprender" fez e ainda faz parte dos discursos educativos, de ocasião ou de outras diferentes perspetivas e realidades. São muitos os exemplos relatados e vividos onde muitas pessoas, que por motivos sociais e pessoais apenas tiveram a oportunidade de "aprender", muito para lá do que seria (socialmente) previsto.
Naturalmente que essa aprendizagem estará associada a diversos quadrantes do contexto social, mas aquele que provavelmente é ainda o mais falado, poderá estar relacionado com o "aprender a ler e a escrever". Pessoas que não frequentaram os espaços educativos ou outras que pertencem a uma nova realidade social (como por exemplo, a emigração), podemos subentender que será o interesse e a necessidade (comunicação) que os moveu (e move) a esta tomada de decisão.
É um facto de que não posso concluir nada sobre a aquisição dessas competências linguísticas, contudo pelo que é observável a olho nu (como por exemplo, através de reportagens televisivas), alguns conseguem cumprir digamos os "serviços mínimos". E agora imaginemos, o processo para aprendere a programar? Nunca será tarde? Ou será também viável a aquisição dos "serviços mínimos"?
Apesar de ainda não ter chegado aos 40 anos (só em 2019), a especificidade da programação apenas comecei a explorar há uns 7 anos atrás. Ela está totalmente direcionada para a vertente educativa, nomeadamente com a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Atualmente, muito mais enquadrada com a temática das Ciências da Computação, é um dos desafios pessoais/profissionais ao qual tenho procurado desenvolver e implementar.
No entanto, aquilo que tenho observado e experienciado, a "nomenclatura" da programação é ainda muito reticente para alguns contextos educativos (mas objetivamente cada vez menos). E, de certa forma, eu até consigo compreender. Apesar de um maior interesse (e significativo), muitos profissionais da educação acabam por desistir ou não investirem mais tempo de experimentação. Começam por conhecer e experimentar, contudo,  não pela sua complexidade (como por exemplo, através do "sistema" blocos ou através da robótica), mas talvez pela dificuldade em resolverem os problemas que resultam do seu desenvolvimento e experimentação, acabam por desistir ou até não ir mais além.
É claro que é muito precioso o termo "autodidata", mas também será importante mais e diferentes contextos de trabalho formativo, para melhorar essa aprendizagem e respetiva contextualização. No entanto, tal como eu por vezes sinto, aprender a programar não deveria ser assim tão tarde para nós professores, pelo que, e no enquadramento das Ciências da Computação, os alunos, desde cedo, deverão ter já essa oportunidade. E muitos, já detém esse privilégio.
Nunca é tarde para aprender a programar, no entanto, poderão existir condicionalismo, de acordo com o se pretenda fazer para além do básico (de acordo com este grupo de crianças). Toda a "logística" a que lhe está associada (e às Ciências da Computação), como por exemplo, o desenvolvimento do trabalho colaborativo, da criatividade, da persistência, do planeamento, da resolução de problemas, etc., são fundamentais para "facilitar" o caminho educativo e o desenvolvimento desta temática. No meu caso, por muito que eu possa querer criar um jogo, uma aplicação ou algo para lá do "normal", em prol da educação (e não obrigatoriamente) parece-me que já uma realidade muito difícil de alcançar. E porquê? Talvez porque já seja tarde.

"Dizem que nunca é tarde para aprender a programar. Contudo, não deixe para muito tarde." 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Class Dojo

A forma como podemos controlar e monitorizar o comportamento dos alunos no nosso espaço educativo pode estar tão perto e através de simples cliques. Com o desenvolvimento das ferramentas digitais, há no mercado diversas aplicações que pretendem ajudar os professores a possuírem um melhor e maior controlo dos seus alunos. A escolha depende então do gosto ou do contexto de cada um.
Uma das ferramentas que sugiro neste dinamismo é ClassDojo. Esta, já aqui apresentada anteriormente, tem apresentado ao longo dos últimos tempos atualizações muito interessantes que, de certa forma, melhoraram ainda mais este processo avaliativo. Mas vamos por partes. Esta aplicação, surgiu inicialmente como uma ajuda para podermos controlar o espaço de sala de aula, avaliando os alunos ao nível comportamental. O progresso trouxe de facto mais novidades, primeiro a possibilidade de partilhar o comportamento diário com os pais/encarregados de educação, bem como a outros colegas de trabalho da escola e recentemente a possibilidade de partilhar fotografias das atividades/momentos dinamizados na sala. As atitudes e valores são personalizáveis, de acordo com a necessidade de cada professor.
ClassDojo além de ser gratuito e estar disponível nas diversas plataformas digitais (Google Play e AppStore), está desenvolvido na língua portuguesa. Esta aplicação é de facto uma mais valia para que se possa consolidar o processo colaborativo entre a escola e casa, de maneira a melhorar as competências comportamentais dos respetivos educandos.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Fun Learning Cloud

A hora do código, já aqui abordada anteriormente, realiza-se no próximo mês entre os dias 8 e 14 de dezembro. Sem dúvida que esta é uma oportunidade para muitos alunos experimentarem atividades relacionadas com a programação (código).
De acordo com a minha experiência, no ano passado, a grande maioria dos alunos realizou as atividades com muito entusiasmo, havendo a necessidade de serem feitos exercícios em papel ou através de outras estratégias, como forma de introduzir esta temática. Isto porque existem num fase inicial algumas dificuldades na orientação espacial, ou seja, nos movimentos relacionados com o "virar à esquerda" e o "virar à direita". As restantes etapas das atividades, são globalmente finalizadas pelos alunos, algumas delas com a minha ajuda.
Como a hora do código está aí perto de chegar, surgem no espaço digital lugares que promovem ainda mais esta temática. Quer sejam como treino, quer sejam em situações de nível mais avançado. E estamos a falar de Fun Learning Cloud, um sítio na Internet que reúne algumas atividades de diferentes campos, mas em que todas elas promovem a aprendizagem da linguagem de programação de forma muito divertida e interativa. Os conteúdos disponibilizados estão na sua grande maioria em português, o que facilitará todo o processo de trabalho.
De facto, concordando com o que refere o sítio Fun Learning Cloud, saber um pouco sobre programação é uma competência que os mais novos devem começar a ter. E, se tivermos hipóteses de abordar este tema nos primeiros tempos de escola, eles vão perceber como é que os computadores, os jogos e os sítios funcionam, mas também como compreender de como é possível criarmos algo através deste temática e da própria informática.