Neste segundo ano, tive novamente a oportunidade em desenvolver a atividade formativa "As Ciências da Computação na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico". Um dos principais objetivos é desmistificar/refletir sobre a terminologia de que lhe fazem parte e compreender que muito já faz parte dos contextos escolares desde há muito tempo. Por exemplo, no 2.º ano de escolaridade, na temática dos percursos e itinerários, é dado destaque às movimentações (virar à esquerda, avançar,...), que é também explorado no mundo da robótica educacional, com as respetivas características tecnológicas.
Mas voltemos a focar-nos na atividade formativa, nomeadamente nos aspetos relacionais.
Os grupos que costumo ter são no máximo de vinte pessoas. Algumas caras conhecidas, mas a maior parte um verdadeiro primeiro contacto. Confesso que, ao contrário de momentos com crianças, tenho sempre aquele pré-nervosismo. E como ultrapassá-lo?
Bom, de facto, a utilização adequada e contextualizada de quebra-gelos tem ajudado a desenvolver um clima de segurança e, fundamentalmente, de empatia com a globalidade dos formandos. E, para "ajudar à festa", tento acrescentar um pouco de humor que, diga-se de passagem, é algo que não sei como se pode trabalhar ou desenvolver. Modéstia à parte, o meu tem funcionado e destaco a sua vertente improvisadora que também promove um ambiente descontraído (e divertido).
No caso desta atividade formativa, caracteriza-se por 4 sessões presenciais. No início da 2.ª sessão percebo claramente que consegui segurar a audiência. Como? O modo como entram na sala, a forma como falam comigo, etc. Será que em termos práticos irão aprender melhor? Não tenho total certeza sobre isso, mas a predisposição positiva que a globalidade apresenta poderá ajudar, bem como o maior à vontade poderá ser uma mais valia no processo formativo.
Não quero com tudo isto dizer que sou o "top formador", bem longe disso, a história da "Lebre e da Tartaruga" é um dos exemplos que me guio. Contudo, tenho quase a certeza de que na sala as horas passam a voar enquanto estamos a trabalhar. E para além de haver a possibilidade de aprenderem, espero que passem um bom bocado. E no futuro, que voltem, porque há ainda muito para falarmos.
