domingo, 22 de abril de 2018

Um salto ao passado, com a mente no futuro.

Nunca pensei, enquanto fui aluno do ensino superior da área da Educação Física e agora com uma visão computacional, que aquele salto de eixo no plinto pressupõe um conjunto de sequências, pelo que bem definidas entre si irão proporcionar um "algoritmo técnico" de excelência. Isto é, para atingir o objetivo (com qualidade), é preciso realizar com eficácia as diferentes etapas até ao processo final.
Naturalmente que à partida, nada do que disse acrescenta ao senso comum de um professor de Educação Física e de outros grupos educativos, no entanto, algoritmicamente é um suporte que tenho procurado projetar em inúmeras e diferentes situações educativas, mas também sociais.
Esta questão sobre algoritmos centra-se na dimensão educativa sobre a temática das Ciências da Computação, que já faz parte de muitos contextos educativos, não só de agora, porque muito da base que “a sustenta”, é uma realidade transversal (trabalho em equipa, simplificação e resolução de problemas, colaboração, criatividade, etc.).
De facto, um dos pontos fundamentais que devemos primeiramente é desmistificar o termo Ciências da Computação. Isto é, da mesma maneira que as crianças têm Ciências da Natureza, Biologia ou até Química para compreenderem o mundo em que vivem, será pertinente a integração das Ciências da Computação para proporcionar a aquisição de novas habilidades digitais. Habilidades essas que não podemos desassociar das TIC que são também um suporte imprescindível. Em suma, as Ciências da Computação combinam o conhecimento e as habilidades na ajuda à resolução de problemas.
Mas afinal o que são as Ciências da Computação? Na sua génese, enquadra-se no perfil de pessoas que pretendem perceber como funcionam as coisas e de que forma podem fazê-las funcionar melhor. Explora as ferramentas e as técnicas para projetar, criar e desenvolver tecnologia que seja rápida, eficiente, com design apelativo, segura, apropriada, pertinente e até mesmo divertida, entre outros aspetos e que de certa forma possa melhorar a qualidade de vida das pessoas (quer a nível pessoal e profissionalmente).
No entanto, a sua integração não é vista como a formação de cientistas da computação, mas dotar e preparar os jovens para os diferentes desafios profissionais e desafiá-los (a curto e a longo prazo) em criarem um futuro melhor, um mundo melhor.

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sábado, 7 de abril de 2018

"Nova" dimensão

Recordo, com alguma nostalgia do meu tempo de aluno, a utilização dos acetatos, através dos retroprojetores. Não invejo, de facto, a prática docente desse tempo (nesta temática), porque um bom acetato educativo, predisponha naturalmente de muita criatividade, mas também de persistência e de muita paciência. Imagino as vezes que seria necessário apagar ou retocar a informação, de forma a reproduzir o que se desejaria.
Os tempos continuam a mudar e a forma como a tecnologia é utilizada também. Outrora, na transformação e desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem tradicional ou na transmissão do conhecimento, acredito vivamente que caminhamos para uma nova dimensão.
A minha prática letiva está diretamente relacionada com as TIC. E ao longo dos últimos anos, as transformações massivas da sociedade requerem (e até exigem) um cidadão com competências digitais que, de certa forma influenciarão a sua vida profissional e pessoal. Não apenas para estarem preparados para o futuro, mas também para que consigam "desenhar" um futuro melhor.
São mudanças que não se pretendem radicais, mas que sejam devidamente enquadradas, adaptadas, contextualizadas e até faseadas no tempo. Muito dessas situações fazem parte já da escola, como por exemplo, a resolução de problemas, o trabalho em equipa, a criatividade, a colaboração, entre outras, mas agora na utilização da tecnologia.
As possibilidades serão muitas. E fruto de todo essa conjugação, poderão surgir novas ideias e projetos, utilizando os conteúdos escolares ou outros também do interesse dos alunos. Criar/recriar é uma das novas dimensões, pelo que será importante fomentar o processo criativo dos espaços educativos.