quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Leituras Computacionais

Neste era conectável, podemos encontrar diversos recursos que poderão ser utilizados e adaptados, naturalmente de acordo com o nosso contexto educativo e profissional. No âmbito das Ciências da Computação, para além de estratégias educacionais online e até com o recurso à robótica educacional, existe um interesse inegável na produção de literatura sobre a temática, quer sobre experiências pessoais/profissionais e até sugestões inovadoras.
Nesta perspetiva, gostaria de partilhar-vos dois livros que tem servido de suporte ao aprofundamento e reflexão, bem como à recriação de atividades, em prol dos professores e dos respetivos alunos.

Hello Ruby: Adventures in Coding

Hello Ruby - Adventures in Coding. A criatividade está bem patente neste livro de Linda Liukas. Este projeta os conceitos da programação, através de uma história lúdica e contextualizando diversas atividades que fomentam a aplicabilidade desses mesmos conceitos. As crianças têm a oportunidade de criarem recursos que privilegiam o trabalho colaborativo e a própria imaginação. Para já não existe ainda versão em português. Por acaso já procurei o contacto com algumas editoras, mas até ao momento não recebi qualquer resposta "positiva".

Resultado de imagem para Code Breaker brian

Code Breaker. A experiência educativa de quem trabalha no terreno. Brian Aspinall fala sobre os novos desafios do currículo. Procura demonstrar todo o propósito das Ciências da Computação (Pensamento Computacional, Programação, ...) no enquadramento com as diferentes áreas disciplinares. Disponibiliza diversos exemplos práticos do qual é possível a qualquer professor explorar todos estes conceitos, de forma a recriar a prática pedagógica, em prol do futuro dos alunos.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

As Ciências da Computação | Atividades Offline

As Ciências da Computação, já aqui faladas recentemente, são para muitos profissionais da educação um novo (e aliciante) desafio. A sua contextualização poderá ser feita através de diferentes estratégias, quer na utilização direta com tecnologia, mas também sem qualquer tipo de "inovação" tecnológica.
Esta última, de facto, tem também sido explorada e dinamizada por diversos contextos educativos. São formas muito práticas e não dependem da existência da própria tecnologia. Desta forma, poderá ajudar até as escolas e os professores, que ainda não tiveram a oportunidade de explorar o universo tecnológico (como por exemplo, a robótica educacional).
A temática das Ciências da Computação, prevista no documento "Orientações Tecnológicas, Digitais e Computacionais na Região Autónoma da Madeira - As TIC na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico", não sendo nova na sua projeção, necessita ainda de conteúdos e de diversas estratégias, para ajudar na sua integração e implementação.
Nesta perspetiva, partilho aqui alguns dos primeiros conteúdos que começaram a ser feitos no nosso Gabinete (Gabinete de Modernização das Tecnologias Educativas - Direção Regional de Educação), disponibilizado também aos professores e coordenadores TIC da Região Autónoma da Madeira.


Algoritmo | Atividade Offline: https://goo.gl/6uac4H

Ordenação | Atividade Offline: https://goo.gl/81bqDe

Sequência | Atividade Offline: https://goo.gl/x5AWGJ




domingo, 4 de fevereiro de 2018

Será que nunca é tarde para aprender a programar?

Desde que me lembro, a expressão "nunca é tarde para aprender" fez e ainda faz parte dos discursos educativos, de ocasião ou de outras diferentes perspetivas e realidades. São muitos os exemplos relatados e vividos onde muitas pessoas, que por motivos sociais e pessoais apenas tiveram a oportunidade de "aprender", muito para lá do que seria (socialmente) previsto.
Naturalmente que essa aprendizagem estará associada a diversos quadrantes do contexto social, mas aquele que provavelmente é ainda o mais falado, poderá estar relacionado com o "aprender a ler e a escrever". Pessoas que não frequentaram os espaços educativos ou outras que pertencem a uma nova realidade social (como por exemplo, a emigração), podemos subentender que será o interesse e a necessidade (comunicação) que os moveu (e move) a esta tomada de decisão.
É um facto de que não posso concluir nada sobre a aquisição dessas competências linguísticas, contudo pelo que é observável a olho nu (como por exemplo, através de reportagens televisivas), alguns conseguem cumprir digamos os "serviços mínimos". E agora imaginemos, o processo para aprendere a programar? Nunca será tarde? Ou será também viável a aquisição dos "serviços mínimos"?
Apesar de ainda não ter chegado aos 40 anos (só em 2019), a especificidade da programação apenas comecei a explorar há uns 7 anos atrás. Ela está totalmente direcionada para a vertente educativa, nomeadamente com a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo do Ensino Básico. Atualmente, muito mais enquadrada com a temática das Ciências da Computação, é um dos desafios pessoais/profissionais ao qual tenho procurado desenvolver e implementar.
No entanto, aquilo que tenho observado e experienciado, a "nomenclatura" da programação é ainda muito reticente para alguns contextos educativos (mas objetivamente cada vez menos). E, de certa forma, eu até consigo compreender. Apesar de um maior interesse (e significativo), muitos profissionais da educação acabam por desistir ou não investirem mais tempo de experimentação. Começam por conhecer e experimentar, contudo,  não pela sua complexidade (como por exemplo, através do "sistema" blocos ou através da robótica), mas talvez pela dificuldade em resolverem os problemas que resultam do seu desenvolvimento e experimentação, acabam por desistir ou até não ir mais além.
É claro que é muito precioso o termo "autodidata", mas também será importante mais e diferentes contextos de trabalho formativo, para melhorar essa aprendizagem e respetiva contextualização. No entanto, tal como eu por vezes sinto, aprender a programar não deveria ser assim tão tarde para nós professores, pelo que, e no enquadramento das Ciências da Computação, os alunos, desde cedo, deverão ter já essa oportunidade. E muitos, já detém esse privilégio.
Nunca é tarde para aprender a programar, no entanto, poderão existir condicionalismo, de acordo com o se pretenda fazer para além do básico (de acordo com este grupo de crianças). Toda a "logística" a que lhe está associada (e às Ciências da Computação), como por exemplo, o desenvolvimento do trabalho colaborativo, da criatividade, da persistência, do planeamento, da resolução de problemas, etc., são fundamentais para "facilitar" o caminho educativo e o desenvolvimento desta temática. No meu caso, por muito que eu possa querer criar um jogo, uma aplicação ou algo para lá do "normal", em prol da educação (e não obrigatoriamente) parece-me que já uma realidade muito difícil de alcançar. E porquê? Talvez porque já seja tarde.

"Dizem que nunca é tarde para aprender a programar. Contudo, não deixe para muito tarde."