segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Robotvilla

A robótica educativa não é exclusiva destes últimos tempos, contudo é comum observarmos cada vez mais robôs nos diferentes contextos escolares. As razões podem estar relacionadas, como por exemplo, com a maior oferta tecnológica, pela preocupação de ensinar a programar ou até na própria introdução às Ciências da Computação (entre outros).
Todas elas considero válidas, mas o que importa é que essa abordagem educativa seja devidamente enquadrada, para que os robôs não sejam visto apenas como brinquedos. Aliás, muitos deles são autênticos brinquedos, agora cabe ao professor tornar os devidos momentos lúdicos, didáticos e ricos em experiências transversais.
Todos os robôs têm as suas particularidades. Uns que pretendem trabalhar mais os conceitos de programação, outros de construção e até ao desenvolvimento da criatividade, entre outro tipo de situações. Na escolha dos robôs, é essencial rever as próprias potencialidades, tal como as diferentes adaptações e adequações que são possíveis de se fazer para o respetivo contexto. Para tal, existem diversos espaços na Internet que pretendem dar mais informações gerais e específicas sobre alguns robôs, como é o caso do sítio Robotvilla.
Este sítio é da autoria de Francesca e que pretende analisar ao pormenor diversos tipos de robôs. Quer seja através de vídeos ou fotografias, aqui é feita uma análise educativa para que seja mais fácil percebermos sobre as suas principais características.
Robotvilla salienta também a realidade de que é também possível aprendermos conceitos no âmbito das Ciências da Computação (programação, pensamento computacional) sem a utilização de ecrãs e utilizando os diferentes robôs.
É de facto um espaço muito interessante, porque também vai ao encontro desta exponencialização da robótica educativa ( e que seja devidamente enquadrada).



sábado, 23 de setembro de 2017

Algoritmicamente falando

Não há manhã da semana em que não seja preciso apressar alguma etapa da logística "sair de casa". Parece que de certa forma, estamos confinados a determinados algoritmos, cada um diferente entre todos nós, mas com o propósito de sairmos de casa, com o objetivo de chegarmos a tempo ao nosso trabalho.
Na véspera, ou já automaticamente definido, pensamos nas diversas etapas que temos de cumprir (sozinhos ou alternando com os restantes membros do agregado familiar) e a partir daí definimos os tempos para cada etapa (que podem já ter algum tempo extra para possíveis "derrapagens"). É uma ginástica mental muito interessante e que ao ser treinada desenvolve cada vez estes processos logísticos.
É um facto de que não somos máquinas ou algo que se assemelhe, longe disso, daí que se o plano não funcionar, é importante descobrir onde falhámos e corrigir para as próximas situações. Sempre se fez isto, como é óbvio, mas olhando de forma algoritma, compreendemos que a "logística" matinal, como por exemplo, se pode assemelhar ao algoritmo "sair de casa".
Nesta perspetiva, recentemente, explorei com um grupo de docentes a questão do jogo do galo. Jogo que é conhecido desde cedo pelas crianças do qual algumas "descobrem" a estratégia para vencer ou para não perder. E se essa estratégia fosse escrita? Qual é a forma de vencermos ou de não perdermos no jogo do galo?
Algoritmicamente falando, apresentei uma pequena atividade com as instruções que representavam a vitória ou o empate, através de um papel onde um docente era a representação teatral de um computador. Isto é, fazia o que o papel lhe dizia, de acordo com o jogo e do respetivo adversário (as suas jogadas).

Papel Inteligente (clique para ter acesso à atividade).


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os quebra-gelos no espaço formativo...e não só.

Umas das estratégias que recentemente utilizei para criar um bom ambiente no espaço formativo foram os denominados "quebra-gelos". De facto, para além da preocupação normal em potenciar a formação ao nível dos conteúdos a abordar, preocupei-me também em manter um clima positivo e acolhedor em diversos momentos das atividades.
A formação esteve relacionada com as Ciências da Computação na Atividade de TIC na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico das escolas da RAM e foi um verdadeiro desafio. Na globalidade, acredito que consegui passar e replicar a ideia, pelos trabalhos práticos apresentados pelos docentes (e experimentados com os seus alunos). Mesmo que o tema fosse novo para alguns, ainda acredito que a criatividade e a originalidade possam potenciar a aprendizagem dos diferentes conteúdos.
Contudo, após a conclusão da formação, refleti sobre os tais momentos "extra", onde antes de qualquer atividade propriamente dita ter desenvolvido diversos "quebra-gelos". Alguns consegui relacionar com a temática em questão (a tal criatividade), outros apenas para criar um ambiente descontraído e divertido.
E talvez uma das chaves esteja aqui. Não é que tenha inventado a roda, muito antes pelo contrário, mas perceber (isto porque foi a minha segunda experiência como formador) que momentos destes são essenciais não só nos espaços formativos, mas também nos espaços educativos. Ver um público alegre e bem disposto é quase meio caminho andado para o sucesso do próprio trabalho (não descurando a parte didática).
Nesta perspetiva, auto desafiei-me no desenvolvimento de um workshop apenas sobre "quebra-gelos". Sei que já existem muitos por aí, aliás, foi na pesquisa de alguns dos jogos que verifiquei a panóplia de exemplos práticos. Não será para já (aponto para o 2.º ou 3.º período letivo), mas fica a promessa da partilha de todos as atividades, originais ou adaptadas. Rir é de facto o melhor remédio.





quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Hello Ruby - Desenvolver o Pensamento Computacional

As Ciências da Computação continuam a "conquistar" alguns espaços educativos. Quer em Portugal, como no resto do mundo, são cada vez mais os exemplos práticos desta interessante integração. Através da tecnologia ou mesmo sem a tecnologia, as Ciências da Computação tendem a ser exploradas, desenvolvendo-se também o próprio Pensamento Computacional das crianças.
De facto, podemos encontrar no mundo digital inúmeros recursos prontos para serem utilizados, contudo, é sempre importante o respetivo enquadramento e adaptação. Numa das recentes pesquisas/interações, comprei o livro Hello Ruby, da escritora finlandesa Linda Liukas. Uma verdadeira surpresa e aconselho desde já a compra.
Hello Ruby procura explorar os conceitos sobre o pensamento computacional. Através de uma história, as crianças participam numa aventura com a personagem principal - a Ruby. Aqui têm a oportunidade de compreenderem como transformar grandes problemas em pequenos problemas, encontrar padrões, elaborar planos e pensar "fora da caixa".
O livro disponibiliza também um conjunto de atividades que podem ser exploradas e adaptadas pelos professores/pais. Algumas têm o suporte do respetivo sítio (impressão).
Um dos problemas efetivos é o facto de não haver versão (ainda) em português. Curiosamente já entrei em contacto com a escritora e a solução para já é procurar alguma editora que se interesse pelo livro. Já comecei a fazê-lo, mas até à data não foi possível encontrar interessados.





terça-feira, 5 de setembro de 2017

Cubetto - O Robô Educativo

Aproxima-se mais um ano letivo. É incrível como o tempo voa e já faz algum tempo que não frequentava o meu próprio espaço, nomeadamente o PráTICas. O ano letivo anterior caracterizou-se por outro projeto educativo que, de certa forma, mobilizou diferentes etapas ao longo do tempo. No entanto, esse mesmo esteve e estará intimamente relacionado com a tecnologia e a escola, pelo que fará todo o sentido "voltar" a este lugar.
Nesse mesmo projeto, chegaram recentemente alguns materiais para serem explorados na comunidade educativa das escolas da Região Autónoma da Madeira. Esses estão intimamente relacionados com a robótica, como é o caso do robô Cubetto.
Este robô, já aqui abordado em diferentes oportunidades, chega para ser uma aposta efetiva de exploração desde o grupo de alunos da Educação Pré-Escolar. A sua simplicidade e as inúmeras potencialidades educativas (transversalidade) serão uma mais valia para as diferentes salas. Contudo, nada impedirá que seja também explorado noutros contextos (1º ciclo ou 2º ciclo), definindo-se naturalmente a forma e o modo da operacionalização.
O Cubetto para além do mapa "oficial", tem agora também mais 4 mapas com o respetivo guia de utilização. No próprio sítio desta ferramenta, é possível encontrar diferentes estratégias disponibilizadas pela comunidade. Espero também partilhar ao longo do tempo uma adaptação de outras atividades também sugeridas pela equipa do Cubetto.
Aproveito também para desejar um fantástico ano letivo.